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09 dezembro 2008

Campanha do filme Crepúsculo (Twilight) no metrô Vila Madalena

No caminho de casa para o trabalho hoje deparei-me, em pleno metrô Vila Madalena, com esse excelente case de marketing para o filme Crepúsculo (Twilight).

clique para ver essa foto em tamanho maior no flickr
(clique na foto para vê-la em tamanho maior no flickr)

Já havia visto esse "totem" antes, mas essa foi a primeira vez em que ele estava ligado e funcionando, então resolvi brincar um pouco com ele enquanto o metrô não vinha.

Primeiras impressões

A primeira coisa que chama a atenção é que este totem está posicionado logo após a escada rolante de quem está indo pegar o metrô, o que significa que praticamente todo mundo tem que passar por ali. Além disso, quando ninguém está interagindo com o mesmo, são exibidos os trailers do filme, com excelente qualidade de vídeo e áudio, o que chama a atenção mesmo quando se está correndo para não perder o metrô.

Interatividade

Conforme mencionando anteriormente, a tela é sensível ao toque (touchscreen), permitindo a interação com a "campanha". Existem diversas opções, tais como trailers/teaser, fotos (do filme, do making of, etc.). Abaixo é possível ver como que é a tela quando seleciona-se a opção de "fotos do making of".

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(clique na foto para vê-la em tamanho maior no flickr)

Algo que me agradou foi o fato de que para chegar em qualquer opção basta 1 clique a partir do menu. Preciso tirar outra foto disso depois, mas para vocês terem uma idéia, é como se o menu fosse "aberto", com cada linha da tela principal exibindo as opções de cada segmento (fotos, vídeos, etc.).

Além do "básico"

Além de tudo isso já mencionado (tela sensível ao toque, áudio, vídeo, etc.), o totem também informa que existem informações extras disponíveis quando você está com o bluetooth habilitado no seu celular. Não estava com o bluetooth habilitado no meu celular para testar na hora (e também já estava mais do que atrasado pro trabalho), mas pretendo passar lá de novo para ver o que são esses recursos extras (imagino que sejam ringtones e papéis de parede) e também para fuçar um pouco mais nas outras opções.

Para concluir

Em resumo, achei que é uma excelente campanha, interativa e de qualidade, que certamente irá agradar aos fãs. Parabéns para a agência que teve essa idéia e para a equipe que "colocou isso pra funcionar".

Fica ainda a minha curiosidade em saber quais tipos de métricas eles estão coletando dessa campanha: quantas interações com o totem são feitas por dia? quais são as opções mais selecionadas? quantas pessoas fazem download dos recursos extras via bluetooth? etc, etc.

Alguém mais já viu essa campanha (ou alguma parecida com essa)? O que acharam?

23 novembro 2008

Jekyll, My Own Worst Enemy e Titanic

Você provavelmente está pensando o que diabos uma minissérie extinta, uma série que começou esse há pouco mais de 1 mês e um filme de mais de 10 anos atrás podem ter em comum. A resposta: esse que vos fala.

Sim, nesse "feriado prolongado" (para mim, assim como para muitos outros, não tão prolongado, porque trabalhei na sexta) acabei assistindo todos os 3 títulos mencionados acima em um intervalo de dois dias.

Jekyll é uma série que já estava na minha "fila de espera" há algum tempo. Havia até começado a assistir com uma amiga e gostado, mas por algum motivo parei na metade da temporada (que tem apenas 6 episódios) e retomei somente nesse sábado. Para quem gosta do gênero de pessoa-atormentada-com-personalidade-dupla é um prato cheio. Para quem gosta do gênero homem-sozinho-lutando-contra-corporação-má-para-proteger-sua-família também é uma boa pedida. Não dá para contar muito para não estragar a série, mas pelo título já dá para imaginar que ela possui alguma relação com o clássico da literatura "O Médico e o Monstro" ("The Strange Case of Dr. Jekyll and Mr. Hyde", no original em inglês), escrito por Robert Louis Stevenson e publicado em 1886.

Outras aparições de "O Médico e o Monstro" (com seus personagens ou história), podem ser vistas em "Lisbela e o Prisioneiro" (o filme que a Lisbela assiste no cinema) e em "A Liga Extraordinária" (Dr. Jekyll é um dos membros da Liga). Provavelmente existem vários outros filmes que referenciam este clássico, mas por hora apenas esses me vêm à mente.


My Own Worst Enemy é uma série da qual só ouvi falar porque recebi um email avisando que o piloto da série estava disponível para download de graça (!!) na iTunes Store (só na primeira semana). Ainda por cima vi que a série tinha o Christian Slater como personagem principal e, como geralmente gosto do trabalho dele, resolvi fazer o download. Isso foi em outubro. Daí eis que nessa sexta resolvi assistir a série e gostei bastante! O que mais gostei foi que em alguns momentos você acaba sendo surpreendido pela trama, o que é sempre um bom sinal (afinal de contas enredos previsíveis existem aos montes por aí). A série mescla ação, espionagem e tem até um quê de "O Médico e o Monstro" (que foi justamente o que me fez lembrar da série "Jekyll" que ainda não havia terminado de assistir). Confira e depois me conte o que achou.


Por último, mas não menos importante, ontem à noite resolvi (re)assistir Titanic (pela enésima vez), pois havia comprado o DVD há algum tempo atrás mas ainda não havia "testado-o". Digam o que quiserem, critiquem o quanto queiram, mas acho Titanic um filme muito bem feito. Você consegue se identificar com a Rose (Kate Winslet, linda como sempre), que está sendo sufocada em um mundo de aparências, em um mundo de pose... e prestes a ser totalmente submersa com a perspectiva do casamento forçado que a espera nos Estados Unidos ao final da viagem, muito bem expressado nessa frase:

It was the ship of dreams... to everyone else. To me it was a slave ship, taking me back to America in chains


E não importa o quanto as pessoas falem mal do filme, que é piegas, que é óbvio, que é forçado... todas as vezes assisto com interesse o desenrolar da história, os dois (Rose e Jack) se conhecendo, ela se soltando de sua "escravidão" aos poucos, a imprudência do homem perante a Natureza ("It is unsinkable. God himself couldn't sink this ship."), a disputa de classes ("I didn't recognize you. Amazing! You could almost pass for a gentlemen."), etc, etc... e não importa quantas vezes eu assista o filme, sempre me emociono com uma das falas mais lindas quase ao final:

A woman's heart is a deep ocean of secrets. But now you all know there was a man named Jack Dawson, and that he saved me, in every way that a person can be saved.

18 outubro 2008

Noites de Tormenta / Nights in Rodanthe

I thought I had seen pretty girls in my time
That was before I met you
I never saw one that I wanted for mine
That was before I met you
I thought I was swinging the world by its tail
And I thought that I could never be blue
I thought I'd been kissed and I thought I'd been loved
That was before I met you
They tell me that I must reap what I've sown
But I hope that that isn't true
For once I made plans for living alone
That was before I met you


"Before I Met You", performed by Jule Garrish, from the album "Nights In Rodanthe (Original Motion Picture Soundtrack)"


Tell me, a movie with Richard Gere and Diane Lane, based on a book by Nicholas Sparks and including this beautiful song that opens this post, how can it not be good?

This was supposed to be "São Paulo International Film Festival" week, but considering that the main sessions were already sold out a few days ago, Paulo and I decided that we would just ignore it and decided to go watch "Nights in Rodanthe".

Given the film's plot and lead actors (as mentioned above), the theater was composed by three kinds of groups:

  • Bunches of girlfriends

  • Happy couples

  • Paulo and I


I know, a movie based on a Nicholas Sparks novel, the same guy that wrote "The Notebook", "A Walk to Remember" and "Message in a Bottle", its a recipe for happy-sweet-and-life-changing moments alternated with damn-he-made-me-cry-again moments. And boy, he didn't disappoint us at all.

I won't say more about the movie because I don't want to spoil anyone's experience with it. The only thing I'll say is that if you saw other movies based on his novels and liked, then you should definitely go watch this one too.

Considering that I opened the post with a song, it's just fair that I also end it talking about the film's soundtrack, which is really good and can make you feel the movie. (I already bought the soundtrack and I'm enjoying it while I write this post)

Well, that's it for now. I hope you enjoy the movie if you go watch it, and if you already watched it or read the book, you're more than welcome to comment here. :)

P.s.: Sorry for the "English-only" post, but I was thinking too much in English today and was to lazy to translate it to Portuguese.

20 abril 2008

Estômago

Domingo chuvoso de feriado prolongado, sem nada pra fazer, e uma amiga me liga para ir assistir um filme. A escolha da noite foi "Estômago".

Assim que saí da sessão enviei minha nota para o Twitter: 5

Conforme comentei por lá, achei o filme bem mediano mesmo. Não é ruim não, é bem feitinho, tem um roteiro interessante, mas simplesmente não empolga, não instiga, não gera aquela expectativa.

E olha que ainda foi um tremendo feito do filme o fato de eu considerá-lo "bom", pois ele contém várias coisas que têm me incomodado muito justamente pelo fato de estarem em 9,5 de cada 10 filmes brasileiros: pobreza, cadeia, vulgaridade (no linguajar ou no visual mesmo). (Nada contra esses temas ou esse estilo, mas dá pra mudar só um pouquinho?)

Pontos altos do filme

  • o ator João Miguel, que está excelente no papel do paraibano Raimundo Nonato (personagem principal da trama)

  • a atriz Fabiula Nascimento, que desempenha incrivelmente o papel de uma prostituta (Iria) que tem um prazer em comer que transborda da tela



Pontos baixíssimos do filme

  • a atuação de Carlo Briani, que me pareceu extremamente forçada

  • a trilha sonora, que basta dizer que me lembrou daquelas trilhas tosquíssimas que tocavam nos filminhos bem mais ou menos que passavam no Cine Privé (aquele programa da Band, lembram?)



Então, no geral, o filme foi Ok. Apenas isso. Nem mais, nem menos.

Pra quem já viu, o que vocês acharam do filme? (pra quem não viu, vá ver e depois me conte, mesmo que seja para discordar de tudo que eu disse... rs)

07 abril 2008

Outros posts sobre Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças

Há algum tempo atrás (bastante tempo, na verdade) eu escrevi um post sobre esse filme, que é um dos meus favoritos. E, por pura coincidência ou não (acho que a "culpa" é da Fox), através do Twitter me deparei com dois novos posts sobre o filme que foram feitos hoje (ou melhor, ontem).

O primeiro deles é o da Amanda no BaseadoemFatosReais.com, que também adorou o filme.

O segundo é da Mari no My Life Live, que reflete sobre o ponto central do filme, que é a idéia de "apagar" da mente lembranças desagradáveis. Para usar as próprias palavras da Mari:

"...Bem, o x da questão é o seguinte: eu também queria poder apagar certas lembranças da minha cabeça. E quem não queria?!?! É que, às vezes, muitas coisas nos machucam e magoam... e elas acabam que nos perseguindo, de uma forma ou de outra."


Como eu não consegui comentar lá no blog dela (culpa do sistema de comentários do UOL que só tá dando erro), resolvi colocar meu comentário aqui:

Oi Mari!

Antes de mais nada, parabéns pelo excelente post!

Acho que você abordou um ponto crucial dessa questão: aprendizado.

As nossas lembranças são justamente o que nos permite evoluir e aprender a partir dos nossos erros (mesmo que muitas vezes nós acabemos repetindo-os).

Algumas lembranças doem tanto que gostaríamos de removê-las? Sim, doem pra caramba. Doem tanto que temos a sensação de que nunca vai parar de doer. Mas um dia pára, sempre pára. E quando esse dia chega revemos as coisas com outros olhos, mais críticos, mais distanciados e, pq não dizer, mais maduros.

O curioso é que o que mais me encanta no filme é justamente a decisão deles de tentar novamente, mesmo depois de saberem que não deu certo da primeira vez. E isso é algo que fica lindo e singelo no filme, mas que normalmente não teria um "final feliz" na vida real.

Mais uma vez, ótimo post! :)

Beijos,
Léo


E vocês, se tivesem a oportunidade, removeriam lembranças indesejadas da mente?

06 abril 2008

Um Beijo Roubado

Outro filme que assisti nesse final de semana foi "Um Beijo Roubado", que apesar de só estrear por aqui na próxima semana teve uma pré-estréia no HSBC Belas Artes nesse último sábado (05/04). Minha primeira reação foi: apaixonante!

Pra quem não sabe, o filme é do Kar Wai Wong, o mesmo diretor de "2046". Além disso, o filme tem no seu elenco o Jude Law, Norah Jones (sim, ela mesmo!), Natalie Portman e Rachel Weisz, dentre outros.

Minha primeira boa surpresa do filme foi com a Norah Jones, que está muito bem em seu papel de uma garota que tem uma desilusão amorosa em NY e parte sem rumo estrada afora, percorrendo diversas cidades dos Estados Unidos e conhecendo muitas pessoas únicas e fascinantes pelo caminho.

Já a Natalie Portman está excelente como sempre, fazendo o papel de uma jogadora de pôquer (ou seria uma viciada em pôquer?) de maneira convincente, encantadora e comovente.

Sem estragar o filme para quem ainda não viu, vou acrescentar apenas que o tal do beijo roubado do título é um dos momentos mais lindos que vi no cinema. A cena do beijo, do começo ao fim, é singela, delicada, instigante e absurdamente bela. Estou com vontade de ver o filme novamente só pra rever essa cena. :)

Ah, destaque também para a trilha sonora, com uma música da Norah Jones e também a incrível "Try a Little Tenderness" na excelente interpretação de Otis Redding (que serve de fundo musical para a estonteante Rachel Weisz).

Depois que o filme já estiver há algum tempo em cartaz talvez eu escreva um post com mais detalhes, mas por hora vou parando por aqui, porque se tem uma coisa que odeio é quando leio uma resenha que me conta a história do filme todinha e acaba com a diversão.

Quem já assistiu o filme, conte o que achou, pois estou curioso para saber se mais gente o achou tão encantador quanto eu achei.

P.s.: Comentei da música da Norah Jones quando na verdade o que queria era comentar dessa música aqui do Cat Power que me conquistou profundamente - "The Greatest".

Persépolis

Acabei de voltar do cinema, aonde fui assistir "Persépolis". Minha primeira reação foi: espetacular!

Tentei chamar duas amigas para ir, mas uma não estava em Sampa e a outra estava tirando "um dia de garfield" (nas próprias palavras dela... rs), então fui sozinho mesmo nesse domingo chuvoso.

O filme me encantou desde os primeiros minutos, com uma animação belíssima, uma sutileza nos detalhes e uma história comovente e bem contada sobre o crescimento de Marjane no Irã (Marjane essa que escreveu o livro, o roteiro e dirigiu o filme).

Com uma narrativa envolvente, o filme aborda temas importantes como: família, religião, integridade, liberdade, esperança, etc.

E o mais incrível é que isso é feito sem soar como "sermão" e sem "amargura", muito pelo contrário. Todos esses temas são abordados de maneira sincera e corajosa por Marjane, que destrincha suas lembranças, sua infância, suas frustrações e seus sonhos em meio à guerra, à luta, ao sofrimento de um país.

É o tipo de filme que vale a pena ser não apenas visto, mas comentado, comprado, discutido.

Os livros já estão na minha wishlist e o filme eu também comprarei assim que for lançado. :)

25 junho 2005

Cidade dos Anjos (City of Angels)

Esse é outro filme que (re)assisti recentemente (ontem, 24/06, pra ser mais exato).

Assim como o filme do post anterior ("Quando um Homem Ama uma Mulher"), vi este filme pela primeira vez no cinema, com a Simone, minha namorada na época.

Creio que falar bem desse filme é ser redundante, mas vamos lá.

A história é sobre o anjo Seth (Nicolas Cage), que se apaixona pela cirurgiã Maggie (novamente Meg Ryan). Maggie é uma excelente cirurgiã, cética sobre muitas coisas na vida, até que um de seus pacientes morre na mesa de operações. Seth, como o anjo encarregado de "buscar" o paciente, vê o sofrimento de Maggie e apaixona-se por ela, que está confusa e começa a se questionar se realmente tem "o controle" sobre a vida de seus pacientes.

Como é de se imaginar, esse é um relacionamento que não apresenta boas perspectivas, visto que ele não pode sentir nem tocar ninguém, ou melhor, ele pode tocar, mas apenas a pessoa irá sentir.

O ponto crucial da história é quando ele decide desistir de sua existência "divina" para se tornar um simples mortal, abrindo mão de uma vida eterna sem dor, sofrimento e fome, em nome do amor que sente por ela.

Enfim, é um filme lindo, que mostra a beleza do amor, a importância que devemos dar às pequenas coisas e mostrar pras pessoas que realmente as amamos.

Uma das cenas interessantes do filme é quando Maggie, após ter saído com Seth, está com um cara que ela sai (e não lembro o nome agora). Ele está planejando com ela (ou melhor, sozinho mas já contando com ela), uma viagem para um chalé nas montanhas. No meio de todo o planejamento e falação, ela pede a ele que simplesmente pare e fique um tempo com ela, só os dois, sem nada a mais, sem preocupações, sem falar, apenas aproveitando o fato de "estar juntos". Nisso ele pergunta algo do tipo "por quê?".

Creio que muitas (mas muitas mesmo) pessoas fariam a mesma pergunta no lugar dele. No mundo atual, onde tudo tem que ser rápido, planejado, pensado, é muito bom poder assistir filmes que nos façam questionar essa atitude. Pois a vida é curta sim, é claro, mas não devemos apenas passá-la correndo, mas sim aproveitá-la, saboreando cada momento, curtindo e relaxando, especialmente se estivermos bem acompanhados.

Ah, antes que me esqueça: este filme é baseado no filme "Wings of Desire" (Asas do Desejo).

(Outro dia preciso escrever outro post somente sobre a trilha sonora desse filme, que é de arrebentar!)

Minha fala preferida:
"I would rather have had one breath of her hair...
one kiss of her mouth...
one touch of her hand...
than en eternity without it......
One."

Quando um Homem Ama uma Mulher (When a Man Loves a Woman)

Acabei de (re)assistir esse filme. Comprei o DVD, que chegou hoje em casa, e já fui assistir.

É sempre interessante rever filmes após um longo tempo. A primeira vez que assisti esse filme, foi nos cinemas, com minha primeira namorada, há exatos 11 anos atrás. Não lembro exatamente o que pensei sobre o filme na época mas, até hoje, ficou uma lembrança profunda sobre esse filme, sobre seu impacto em mim. Revendo-o agora, achei-o belíssimo, sincero, profundo, verdadeiro e romântico, sem ser piegas.

O filme é sobre o piloto Michael (Andy Garcia), sua mulher Alice (Meg Ryan) e suas duas filhas. Alice é alcoólatra e, como se pode imaginar, a família passa por maus bocados para conseguir superar tudo isso. Sim, essa é a parte que mais gostei do filme, pois não mostra tudo acontecendo de maneira simples, como se fosse fácil passar por tudo isso. Eles brigam, discutem, ficam confusos e não sabem como lidar com a situação.

Gosto de filmes assim, que são sinceros, que mostram como é difícil para um casal atravessar esses períodos de turbulência. E, em qualquer relacionamento, sempre há esses períodos. Nessas horas não se sabe como lidar com a situação, como abordar o assunto, como discuti-lo e, sempre que se tenta fazer isso, ambos acabam agredindo um ao outro, não por não se gostarem, mas por terem medo, aflição, e não saberem direito como agir.

O nome pode até parecer meio "forçado", mas não é. Pois o que o filme mostra é justamente do que um homem é capaz, quando realmente ama uma mulher. Ele pode (e irá) cometer erros, ter dúvidas, medo e insegurança mas, por mais difícil que tudo isso seja, irá apoiar, respeitar e amá-la, dando o melhor de si e esforçando-se ao máximo para fazê-la feliz. Afinal, quando um homem ama uma mulher, vê-la feliz é a coisa mais importante do mundo.

Minha fala preferida:
"My wife is an alcoholic...

Best person I ever met.

She has 600 different kinds of smiles.
They can light up your life.

They can make you laugh out loud just like that.
They can even make you cry just like that.

That's just with her smiles."

21 setembro 2004

Mais Filmes

Mais filmes que assisti:

A História de Adele H. / L' Histoire d'Adèle H.: filme do Trauffaut que assisti com a Vi sobre a filha do Victor Hugo

Die Marquise von O... / La Marquise d'O... : filme que assisti no Top Cine (lá na paulista) em uma tarde chuvosa

09 agosto 2004

Eu, Robô (I, Robot)

Ontem fui assistir "Eu, Robô" com o Paulo e a Dri.

Estava indo levar as notas fiscais para a empresa e resolvi ligar pro Paulo. Ele topou na hora e então liguei pra Dri, que topou também.

Foi legal, melhor do que ficar em casa pensando não ter amigos. O filme é legal... não é sensacional... mas tem um roteiro bacana e que não faz tão feio. Como ponto fraco diria que é um pouco previsível em alguns momentos, que abusa de clichês como a relação criador X criatura e algumas cenas que parecem deslocadas do resto, ou seja, aquelas cenas que estão lá só pq "precisam" estar em uma produção dita "hollywoodiana".

O ponto alto fica por conta do Sonny, o robô que indaga-se sobre o porquê de sua criação.

Will Smith faz o seu papel de sempre, um bad boy (mesmo não sendo um filme dessa franquia).

03 agosto 2004

Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças (Eternal Sunshine of the Spotless Mind)

Não precisa dizer muita coisa de um filme com roteiro do Charlie Kauffman ("Quero ser John Malkovich", "Adaptation" e "Confissões de uma Mente Perigosa", dentre outros).

Muitos vão dizer que o filme é meio paradão ou confuso, mas eu não achei. Ele tem um ritmo mais lento sim, mas por pura escolha narrativa, nos passando essa sensação de devaneio do personagem principal, como se estivéssemos viajando nos pensamentos dele.

Além do que, filmes que tratam dessa questão de relacionamentos realmente tem esse aspecto um pouco mais contemplativo, como por exemplo "A História de nós dois" (Bruce Willis e Michele Pfeifer).

Mais uma atuação muito boa de Jim Carey, seguindo a linha de "O Mundo de Andy" e "O Show de Truman" e não de "Debi & Lóide" ou "Ace Ventura" (ainda bem!).

Kate Winslet está uma graça, como sempre, com seus cabelos malucos com uma cor diferente a cada cena (minha favorita foi a laranja).

Lindo, poético e sutil. Gostei mesmo! :)

27 julho 2004

Efeito Borboleta (The Butterfly Effect)

Primeiro post, quero ver se escrevo sempre pra exercitar minha memória e também guardar meus pensamentos... ;)

Acabei de voltar do Shopping Mueller, onde assisti "Efeito Borboleta".
O filme é simplesmente fantástico! Animal mesmo! Até agora estou pensando nele, e acho que vou ficar um bom tempo assim.

O jeito como o roteiro vai se desenrolando, sem você saber exatamente o que vai acontecer é genial! Esse é um filme para ter em DVD e assistir várias vezes, analisando e reanalisando o que é abordado.
Mais um filme sobre como o que você altera em um momento do passado afeta todo o futuro.


(spoiler)
E o final então? Quando ele a vê passando na rua e se esforça para seguir em frente? Dá vontade de chorar... mesmo.
(spoiler)


Filme que consegue te segurar na cadeira, te deixa triste, ansioso, tenso, alegre, etc.... e tudo isso ao mesmo tempo e também em ordens diversas.
Valeu a pena e eu amei, agora deu vontade de ver novamente, outra e outra vez.

Quero assistir "Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembrancas" para ver se também é bom.